Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2017

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“A família como lugar da experiência do infinito”. Foi com esta mensagem que Juan Ambrosio, professor da Universidade Católica, começou a XII Jornada da Família, sobre o tema “Não há famílias perfeitas” que decorreu no Centro Pastoral de Santo Adrião, Vila Nova de Famalicão, no dia 4 de Fevereiro, das 14h30 às 18h45. Moderado por Sofia Fernandes, vereadora da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão com o Pelouro da Família, desde o início se percebeu como o orador colocou todo o seu enfâse no valor família, afirmando que a mesma “não está em crise”. O seu optimismo e visão positiva da realidade, “amada por Deus tal qual é”, levou-o a afirmar que “o objectivo da pastoral familiar é promover toda a família, mesmo aquela que não é cristã”. Sendo a família “um dom e uma tarefa, um compromisso corresponsável, ela assume uma responsabilidade na vida das comunidades, e deve ser vista como sujeito da ação pastoral e não como objecto”.

Perante uma plateia de cerca de 350 pessoas, provenientes não só das paróquias organizadoras, mas também de outras paróquias do Arciprestado de Vila Nova de Famalicão, de Guimarães, Póvoa de Varzim e Braga, o professor Juan Ambrosio incidiu a sua reflexão no projecto que o Papa Francisco tem vindo a desenvolver não só na sua ação pastoral, mas sobretudo a partir do que escreve. O Papa “sonha com uma Igreja renovada (Evangelium Gaudium) para comunicar uma só e única coisa: a Alegria do Evangelho. Esta Igreja renovada será capaz de cuidar da casa comum (Laudato Sii), de construir um espaço que possa ser habitado por todos, sem excluídos nem marginalizados, descartados... Para isso, a Igreja não pode olhar o mundo se não com misericórdia (Misericordia vultos), com amor de entranhas... Este amor aprende-se na Família (Amoris laetitia)”. Por isso, como referiu, “a família não é um problema, mas sim uma oportunidade”. Desta forma, “o Papa sublinha o horizonte para o qual caminhamos: da imperfeição para a perfeição. Pois nenhum casamento começa perfeito, mas vai caminhando lenta e progressivamente para a perfeição, a qual se alcança apenas em Deus. Esta consciência sublinha a importância de se fazer caminho em conjunto, uns com os outros. Assim se percebe que o horizonte da Igreja não passa pela denúncia, calúnia ou condenação da realidade. Passa, antes, por pôr-se a caminho, sabendo que a cadência da marcha faz-se com a cadência do que caminha mais devagar”.

O orador enfatizou ainda que “a família sustenta o mundo. Ela é um bem decisivo para o futuro do mundo e da Igreja. Cabe, por isso, à Igreja, como afirma o Papa Francisco, formar as consciências e não substituí-las”. Tendo em conta as várias criticas à Exortação Amoris Laetitia, sobretudo a ambiguidade e a falta de assertividade do documento, Juan Ambrosio recordou que é necessário, para o efeito, “superar o moralismo e o endoutrinamento. Não ao cristianismo “pronto a vestir”, “à media”. Sim ao cristianismo que se concretiza sinodalmente, sempre como proposta, nunca como imposição. Não se pode regular o acompanhamento, não se pode regrar o discernimento, nem se pode obrigar à integração. Se a Igreja se tornar lanterna, isto é, se se decidir pôr-se a caminho com as pessoas, descentrando-se das suas certezas e seguranças, saindo ao encontro delas, há de iluminar as sombras concretas dessas pessoas, para as ajudar a discernir e a tomar opções”. Por isso, “não há dúvida no caminho proposto pelo Papa Francisco. Ele é bem claro: a Igreja é chamada a acompanhar, a ajudar a discernir e a integrar, segundo a misericórdia de Deus. Tudo isto não é algo que se faça à pressa... Acompanhar, discernir e integrar é um processo gradual... muitas vezes lento... pode durar a vida inteira... esta gradualidade é a capacidade de fazer caminho, passando do imperfeito ao perfeito, como horizonte. Daí a afirmação: o casamento mesmo que não seja ainda celebrado sacramentalmente é também expressão de amor. Por sua vez, o casamento cristão apura o casamento civil, dá-lhe densidade, dá-lhe sentido e sabor, tal qual o sal na comida. Ou seja, a imperfeição não condiciona nem limita o caminho”.

 

 



publicado por arciprestadovnfamalicao às 17:50 | link do post | comentar

1 comentário:
De Basto a 21 de Fevereiro de 2017 às 20:48
A Jesus Cristo identifica-se com a Sua doutrina, a Verdade. Essa mesma Verdade, o mesmo Jesus Cristo está hoje a ser novamente julgado.

Quando a doutrina (ou a "pastoral" se assim quiserem) de Francisco contradiz a de João Paulo II, as duas não podem ser verdadeiras. O cristão terá de optar por aquela que lhe proporcionar maior confiança.

«Reflectindo, de algum modo, o amor de Deus, também a Igreja não exclui da sua preocupação pastoral os cônjuges separados e novamente casados; pelo contrário, põe à sua disposição os meios de salvação. Embora mantendo a prática, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir tais pessoas à comunhão eucarística, dado que a sua condição de vida se opõe objectivamente ao que a Eucaristia significa e opera, a Igreja exorta-os a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o sacrifício da Missa, a perseverar na oração e nas obras de caridade, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência, a fim de implorarem dessa forma a graça de Deus e se disporem para a receber.

A Igreja tem consciência de ser no mundo, com este ensino, “sinal de contradição”. As palavras proféticas, que Simeão pronunciou sobre o Menino, aplicam-se a Cristo na sua vida, e também à Igreja na sua história. Muitas vezes Cristo, o seu Evangelho e a Igreja, tornam-se “sinal de contradição” perante aquilo que no homem não é “de Deus”, mas do mundo ou até do “príncipe das trevas”.»

(João Paulo II, Santuário da Imaculada Conceição do Sameiro, Braga, 15 de maio de 1982)


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